
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Iniciando o Eixo IX

domingo, 27 de junho de 2010
Fazendo reflexao

Comparando o meu primeiro estágio realizado em 1986, posso afirmar que para a realização deste, estava mais preparada profissionalmente, mérito que atribuo a qualidade dos profissionais que nos assistem desde o primeiro semestre.
Apesar de a nossa escola contar com profissional na orientação e a minha turma ter um número máximo de 20 alunos, senti bastante dificuldade no atendimento diferenciado aos alunos que apresentam características que limitam e retardam o seu aprendizado. Atendo três epiléticos e um com 13 anos de idade com dificuldades na audição, sendo que algumas vezes fica agressivo com os colegas.
Percebi que os jogos proporcionaram momentos de descontração e ao mesmo tempo de aprendizagem, inclusive, a maioria deles foi confeccionado pelos alunos, o que deu mais entusiasmo a eles.
Considero a tecnologia como a grande descoberta, pois foi através dela que a maioria dos alunos teve o primeiro contato e pode usufruir de todos os programas que explorei. Até mesmo para mim que estou em formação, essa ferramenta me deu suporte de pesquisas para poder diferenciar o meu planejamento do estágio. A minha frustração foi com o uso diário na escola, pois não temos sala de informática, muito menos computador com acesso a internet. O jeito foi se contentar com um notebook para 20 alunos se revezarem.
Ficou evidente que trabalhar por projetos proporciona uma maior integração dos alunos da turma e de toda comunidade escolar. Na minha escola, todos se engajam e trabalham com o mesmo tema, cada um adequando a sua turma, havendo assim uma troca de saberes e experiências onde educando e educador saem ganhando.
Thiago de Melo
domingo, 20 de junho de 2010
Jogos Didáticos



objetivos bem definidos. Esta atividade pode ser realizada como forma de conhecer o grupo com o qual se trabalha ou pode ser utilizada para estimular o desenvolvimento de determinada área ou promover aprendizagens específicas (o jogo como instrumento de desafio cognitivo).
Acredito que os jogos didáticos vêm tendo uma importância em nossa sala de aula, pois estamos usando estes recursos para obtermos melhores resultados no processo de aprendizagem dos alunos. Eles estão me auxiliando a desenvolver uma aprendizagem prazerosa, lúdica e significativa para o aluno.
Os jogos estão se tornando um excelente recurso, tendo como um aliado eficiente para desenvolver meu trabalho com os educandos, pois a criança necessita de atividades dinâmicas para propiciar-lhe um ambiente favorável para desenvolvimento de seu interesse pela aprendizagem. Brincar com jogos didáticos é um ótimo recurso, desde que seja bem trabalhado e tenha um objetivo claro e coerente.
domingo, 13 de junho de 2010
Estamos de olho na Copa do Mundo 2010
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Para ampliar os conhecimentos dos alunos de forma interdisciplinar e lúdica, lembrei-me da frase de Madalena Freire “A pergunta é um dos sintomas do saber. Só pergunta quem sabe e quer aprender”, aproveitei as vivências dos mesmos fazendo várias perguntas relacionadas com a Copa do Mundo de 2010, após os relatos mostrei aos mesmos um mapa-múndi e confeccionamos um mapa da África com um avião, contendo a frase “Turma 31 rumo a Copa do Mundo 2010”, com esta atividade os alunos visualizaram a distância que nossos atletas tiveram que percorrer para chegar até o país da copa.
Aproveitando este assunto realizei com os alunos um quebra-cabeça para introduzir o conteúdo meio de transportes, logo após os alunos confeccionaram um avião com pintura, recorte e colagem. Durante a semana realizamos um joguinho que despertou muita participação e interesse de todos, foram realizadas outras atividades como: corrida maluca, cruzadinhas, caça-palavras com as gírias do futebol que foi uma atividade de pesquisa onde juntos obtemos várias descobertas como: Cartola: dirigente de clube, etc., para concluirmos este assunto na próxima semana os alunos irão confeccionar meio de transportes com sucatas que estão trazendo durante a semana.
Também pretendo realizar a mesma atividade que planejei com a produção textual coletiva, só que desta vez será no programa Paint, onde os alunos deverão ir até a biblioteca com uma monitora do turno da manhã, para desenharem meios de transportes, pois acredito que devemos explorar de várias maneiras o aprendizado, obtendo assim resultados positivos, “o professor é um coordenador de atividades que organiza e atua conjuntamente com os alunos”, Paulo Freire.
domingo, 6 de junho de 2010
Novas descobertas


Piquenique no pátio da escola
Percebendo o interesse que o alunos vem apresentando pela hora do conto, introduzi o assunto higiene pessoal e alimentar através de uma história “A mochila de Camila”, da autora Gládis Maria Ferrão Barcellos, a história conta que a menina Camila carrega dentro da mochila uma porção de coisas úteis e gostosas, mas o melhor de tudo são os sonhos que a menina leva no coração. Com esse tipo de atividade posso concluir que as crianças se empolgam mais para a realização das atividades propostas.
Com muita criatividade e capricho os alunos confeccionaram uma mochila de TNT colorido e na mochila os mesmos deveriam desenhar ou recortar de revistas tudo aquilo que eles gostariam de levar em um passeio.
Realizamos no pátio da escola este passeio onde os alunos mostravam aos colegas o que cada um tinha colocado dentro da mochila. Essa atividade despertou muito interesse e desinibição por parte daqueles que não gostam muito de falar para a turma toda, acredito que aos poucos irei conseguir que todos falem sem medo, pois eu mesmo não gosto de falar em público chego até passar mal, ainda até hoje não consigo me controlar em algumas situações, mas acredito que devemos trabalhar esse tipo de situação aos poucos com nossos alunos. Logo me veio em pensamento à frase de Paulo Freire que “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção, pois acredito que isso que estou possibilitando aos meus alunos, através de atividades que motivem os alunos a sair da monotonia em sala de aula que estavam acostumados.
Após esta atividade combinamos que na quarta-feira iríamos realizar um piquenique com lanche saudável. O piquenique posso dizer que foi um sucesso apenas de alguns alunos ainda persistirem em trazer bolachinhas recheadas e salgadinhos, mas foi um número muito pouco perto dos outros que trouxeram frutas, bolos, etc. Alguns alunos sugeriram que realizássemos esta atividade pelo menos uma vez por semana, pois haviam gostado da troca de lanches saborosos, foi ai que percebi que meus objetivos estão sendo alcançados através dos jogos, brincadeiras, passeios, estou conseguindo aos poucos mudar seus hábitos alimentares. Para continuarmos com nosso projeto de digitação no Word, os alunos se dispuseram em duplas onde cada dupla criou uma história e esta história seria digitada no Word, para colocarmos em nosso blog, foi uma atividade que pude contar com a ajuda de uma aluna do turno da manhã que serviu de monitora no computador da biblioteca, pois somente temos um PC que podemos realizar para esta atividade.
A estratégia que usei de ficar na sala de aula com alguns alunos enquanto a monitora ficava na biblioteca com uma dupla, acredito que foi muito positivo, pois os alunos chegavam empolgados e promoviam um questionamento de quando poderiam ir novamente à biblioteca com a monitora, assim a produção de textos, fez com que os alunos, se aproximassem de forma prática e interativa ao que estava sendo proposto (a produção coletiva de pequenos textos).
Maria Montessori nos coloca que ao “Descobrimos assim que a educação não é aquilo que o professor dá, mas um processo natural que se desenvolve espontaneamente no indivíduo humano; que não se adquire ouvindo palavras, mas em virtude de experiências efetuadas no ambiente”, que assim deixaremos de ser professores e sim educadores do Brasil.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Atividades de fixação
Encenando a história

A história do “Grande rabanete” conta que um vovô plantou um rabanete na horta. Mas o rabanete cresceu tanto, que ele não conseguia arrancá-lo da terra. Chamou então a vovó, mas ainda assim não tiveram sucesso.
E veio a neta, oTotó, o gato... e nada! O rabanete era grande mesmo! Até que chamaram o rato e... plop! — o rabanete saiu da terra. O ratinho ficou muito convencido, achando que a façanha era dele.
Como esta atividade realizamos um teatro improvisado que despertou muita risada e alegria nas crianças, aprendemos a comer o rabanete, que foi picado na sala e provado pelos alunos onde muitos nunca tinham degustado.
Penso que nós como educadores, devemos procurar maneiras para aumentar a motivação na aprendizagem, acredito que os jogos são os recursos pedagógicos que podemos ter para procurar desenvolver em nossos alunos a atenção, raciocínio lógico, a autoconfiança em si mesmo, o senso de cooperação, estimular o pensamento independente, a criatividade, a socialização e a interação das crianças umas com as outras.
Vygotsky (1933-1984) afirmava que por meio do brinquedo a criança aprende a agir numa esfera cognitivista, sendo livre para determinar suas próprias ações. Segundo ele, o brinquedo estimula a curiosidade e a autoconfiança, proporcionando desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e da atenção.
Durante a semana proporcionei a confecção de alguns jogos matemáticos como o do pião colorido, onde podemos explorar várias atividades como: decomposição de números, números pares e ímpares, elaboração de operações de adição, onde os alunos jogaram em duplas e trios, com estas atividades pude perceber o quanto é importante utilizarmos jogos em nossas práticas pedagógicas, pois acredito que o professor conseguirá resultados satisfatórios, enfim os jogos quando bem trabalhados, despertam curiosidades nos alunos, e assim proporcionam as mesmos a oportunidade de demonstrar suas capacidades fazendo que com isso ele consiga aprender.
Segundo Borin, 1996,9 '' Outro motivo para a introdução de jogos nas aulas de matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios apresentados por muitos de nossos alunos que temem a Matemática e sentem-se incapacitados para aprendê-la. Dentro da situação de jogo, onde é impossível uma atitude passiva e a motivação é grande, notamos que, ao mesmo tempo em que estes alunos falam Matemática, apresentam também um melhor desempenho e atitudes mais positivas frente a seus processos de aprendizagem. ''
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Ensinando se aprende
Jogo das sílabas com dados

Confecciondando o boneco verde

Na segunda-feira apresentei aos alunos o boneco verde e juntos combinados que na sexta-feira iríamos confeccioná-lo, os alunos ficaram empolgados de como seria feito. Pedi que a família colaborasse nesta atividade mandando para sala uma meia calça, pois a serragem e o alpiste eu levaria, ainda solicitei ajuda na colocação dos olhos, o nariz e a boca, pois o cabelo irá crescer aos poucos. Senti certa curiosidade em relação o tempo que iria demorar a crescer o cabelo assim solicitei que realizassem uma planilha colocando tudo que iria acontecer em cada dia, para depois construirmos um relatório. Propus que este “boneco verde” seja um fiscal da alimentação em casa, pois conversamos sobre os alimentos que trazem para a escola e também os que eles comem durante o dia em casa.
Ainda voltado para a alimentação e reaproveitamento de alimentos, fizemos uma sopa de feijão com massa de letrinhas. Onde podemos contar com o auxílio da cozinheira da escola para desenvolver esta atividade, os alunos participaram demonstrando bastante interesse e curiosidade seguindo as orientações para “cozinheiro de 1ª viagem”. Ao comerem eles começavam a juntar as letrinhas que estavam na sopa e formavam palavras, ansiosos eles queriam me contar, despertando assim o interesse daqueles que num primeiro momento não queriam comer, na qual a curiosidade falou mais alto, onde todos no final acabaram comendo a deliciosa sopa de letrinhas com feijão.
Para Freire, o homem e a mulher são os únicos seres capazes de aprender com alegria e esperança, na convicção de que a mudança é possível. Aprender é uma descoberta criadora, com abertura ao risco e a aventura do ser, pois ensinando se aprende e aprendendo se ensina, através desde projeto acredito que estou tentando mudar os hábitos alimentares dos meus alunos e também principalmente o meu, pois já consigo vivênciar em minha turma algumas mudanças, que me deixam orgulhosa do trabalho que juntos estamos realizando.
Confeccionamos o jogo do dado das sílabas, sendo que através dele, eles tinham que dividir a turma em duplas e como tarefa de jogar o dado e a partir da sílaba que ficou voltada para cima, o aluno formará palavras de 4 letras e as escreverá na cartela que foi distribuída, as sílabas poderiam constar no inicio ou no final da palavra, o aluno que completar primeiro a cartela será o vencedor.
Desde início do ano tenho realizado atividades em parceria, pois acredito que quanto mais instrumentos de ensino tivermos, mais fácil será responder à diversidade de necessidade educativas colocadas pelos alunos. Uma fonte de recurso que comecei a aplicar é a capacidade que alguns alunos têm em ajudar uns aos outro na aprendizagem, onde os alunos recebem não apenas a ajuda de seus colegas, sob a supervisão do professor, porque como nós sabemos muito bem, ensinar é uma boa maneira de aprender.
Para Freire a missão do professor era de possibilitar a criação ou a produção de conhecimentos, por isso ele criticava a idéia de que ensinar é transmitir saberes. Freire dizia que ninguém ensina nada a ninguém, mas as pessoas também não aprendem sozinhas. Por isso, acredito que em nossa sala de aula, os dois lados aprenderão juntos, um com o outro, para que isto se torne necessário a relações devem ser democráticas e afetivas, garantindo a todos o direito de expressão. "Uma das grandes inovações da pedagogia freireana é considerar que o sujeito da criação cultural não é individual, mas coletivo", diz José Eustáquio Romão, diretor do Instituto Paulo Freire, em São Paulo.
